sexta-feira, 20 de janeiro de 2012, às 18:03

Cena da minha peça, A Geração Trianon

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011, às 16:17

Azul-cor-de-camisa-polo

“Hoje a tarde o céu parecia uma grande camisa polo com pequeninas manchas de alvejante…Sei lá, acho que acordei meio poeta ou o céu com mania de mimetismo…”

Janette Machado

 

Ps: Já cansei de procurar alguma foto com um céu parecido com esse que eu vi quando escrevi isso. Infelizmente todas as tentativas foram em vão…

Outro dia minha professora de redação pediu para que fizéssemos uma biografia do nosso ídolo. Como eu disse a ela que não tenho um ídolo, ela sugeriu que eu escrevesse sobre algum autor que eu gostasse. Não escolhi Fernando Pessoa, nem William Shakespeare, ainda que goste bastante dos dois. Escolhi o meu preferido, Charles Bukowski. Um homem não tão reconhecido assim, com textos envoltos de ruelas escuras, bêbados, prostitutas e peralvilhos. Infortúnios sempre me aguçaram, acho que por isso ele é o meu favorito.  Abaixo vocês conferem o resultado.

“A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável”

Bêbado, mulherengo e vagabundo. Mas com um pássaro azul guardado no peito. Esse era Charles Bukowski. Nascido em 16 de agosto de 1920 na Alemanha, o “Velho safado”, como ficou conhecido, mudou-se ainda criança para os Estados Unidos.
Com um pai extremamente violento e autoritário, e  sérias inflamações que atingiram toda a parte superior de seu corpo, Bukowski tornou-se alvo de chacotas, indo se refugiar na bebida e na arte da escrita, que o ajudavam a suportar algo que para ele sempre foi penoso, viver.

Sem papas na língua, ele escrevia sobre fatos corriqueiros e não vacilava em citar nomes, deixando sempre bem claro que a maioria de seus textos tinha cunho auto-biográfico. Buk fez de ruas imundas e infernos psicológicos seu paraíso. Como foi dito por ele mesmo, tudo que era mau o atraia.

Charles fazia leituras de seus textos em eventos culturais e faculdades. Sua linguagem debochada e escrachada causavam escândalo e muitas vezes brigas com a plateia. Por isso, mesmo escrevendo desde os quinze anos, só foi ter seu primeiro texto aceito por uma editora muito posteriormente.

A falta de compreensão das pessoas e o complexo de Édipo tornaram-o um homem solitário e amargurado. Características que ficam explícitas em trechos clássicos de suas obras como: “Eu não odeio as pessoas, só prefiro quando elas nãos estão por perto.” ou ainda, “Os grandes homens são sempre os mais solitários.” Bukowski era um anti-herói. Não tinha medo da morte, tinha medo da vida. Criava seus próprios fantasmas e era obrigado a confrontá-los diariamente. Muitas vezes acreditou estar a beira da loucura. Fez da dor sua arte, da bebida sua morfina, do sexo seu consolo e da vida seu inferno.
“Beber não é uma doença? -Não, respirar é uma doença!” Em 9 de março de 1994 uma pneumonia , decorrente do tratamento de leucemia  curou a “doença” desse homem que foi tudo, menos feliz.

“A dor é uma coisa estranha(…)

A dor chega, bang,

E eis que ela te atinge, é real(…)

E não há cura para isso,

A menos que encontres alguém

que compreenda realmente o que sentes

e saiba te ajudar.”

 

Janette Machado

terça-feira, 1 de novembro de 2011, às 18:42

31 de outubro

“Que nada disso tenha sido em vão, e eu sei que não foi.  Que todo o nosso sangue tenha valido a pena, e eu sei que valeu. Que tenhamos hoje mais liberdade, e eu sei que temos, ainda que não a desejada. Que o fogo da verdadeira justiça queime aqueles que se acharam donos dela, e eu sei que ele queima. Que nós sejamos lembradas com o mesmo respeito que lembrávamos dos nossos mortos, e eu sei que somos. Que o horror da intolerância nunca mais ronde a Terra, e eu sei que ele se afasta. Que assim seja, e eu sei que será.”

Janette Machado

 

 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011, às 17:44

Papo de bar

Uma das minhas crônicas…
“Estava no bar, quando o telejornal noticiou mais um caso de desvio de verba pública. O deputado fulaninho, que já recebia um salário de doze mil e tanto por mês, fazia desvios que ultrapassavam um milhão.
O Sr. Juquinha foi o primeiro a se manifestar, entre uma dose e outra (todas pagas com o dinheiro que sua mulher tinha lhe dado para a conta de luz) ele reclamava, enfático, que o Brasil não tinha jeito, que a lei de Gerson só poderia estar no sangue. Foi aí que o Zé levantou meio cambaleante, lá de trás e se pronunciou, disse que era por isso mesmo que ele omitia uma porção de coisas na declaração de imposto de renda. “Para que pagar imposto? Para sustentar jatinho de corrupto? Eu não sou idiota!”, ele bradava. Manuel, que a essa hora já tinha sido expulso do jogo de buraco por esconder uma carta, veio participar da discussão. Ele se dizia cansado de tantos ladrões e tentava se lembrar em quem votara para deputado nas ultimas eleições.
Eu, como já estava mais ébrio que todos eles juntos, não pude dar a minha opinião. Mas tive a ligeira impressão de ter visto pacos de dinheiro saindo pelas calças de todos eles.”

Janette Machado

sexta-feira, 28 de outubro de 2011, às 17:14

A Geração Trianon

Em janeiro estarei em cartaz com a comédia “A Geração Trianon”. Uma divertida viagem pelos bastidores do teatro no início do século.
Corram para comprar seus ingressos, pois eles já estão se esgotando!

 

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011, às 13:54

Fui a ganhadora do Concurso Cultural Caóticos TestedeElenco.com!

Em maio de 2011 participei de um Concurso Cultural promovido pelo site TestedeElenco.com e fiquei em primeiro lugar pela escolha do júri!

Veja meu vídeo:

Em cena

Fotos

O que já rolou por aqui